Packet Dominance

Rede de fibra, PoP, latência e BGP: o guia do Packet Dominance

Por Benjamin Vincent (BenjiColors) ·

Gerenciador de conexões do Packet Dominance com a lista dos cabos de fibra e sua carga

No Packet Dominance, um provedor de acesso à Internet (ISP) constrói sua rede em um mapa de 1.000 cidades reais: ele instala pontos de presença (PoP) nas cidades e depois os liga por cabos de fibra terrestres ou submarinos. Essa rede decide quais habitantes assinam, quais serviços eles alcançam e quando uma cidade satura. Veja as regras exatas do motor.

O PoP, porta de entrada de uma cidade

Um PoP (ponto de presença) é o local onde o operador conecta os habitantes de uma cidade. Criar uma empresa ISP custa 1.000 GC sem impostos e inclui um primeiro PoP de 100 Gbps; cada PoP adicional custa 3.000 GC sem impostos, mais os impostos do país. Uma empresa tem no máximo um PoP por cidade.

O coração do PoP é seu chassi BNG, o roteador que gerencia as conexões dos assinantes. Ele aceita 500 assinantes por Gbps: 50.000 para o chassi inicial de 100 Gbps, que custa 5 GC de manutenção por hora. Ele é modernizado em 15 níveis: 400 Gbps (200.000 assinantes), 1 Tbps (500.000), 4 Tbps (2 milhões)... A modernização custa a diferença de preço base, no mínimo 1.000 GC.

Sem cabo, a cobertura de um PoP fica limitada a 5% da população. Cada Gbps dos cabos da sua empresa que chegam à cidade acrescenta 0,4 ponto, até alcançar 85% com 200 Gbps. A cobertura então sobe a cada tick, ou seja, a cada hora real.

Gerenciador de PoPs do Packet Dominance
Gerenciador de PoPs do Packet Dominance

Instalar um cabo terrestre ou submarino

Para ligar duas cidades, seu ISP precisa ter um PoP em cada ponta; só é possível uma ligação direta por par de cidades. O jogo decide sozinho, pela geografia, se o traçado é submarino: travessia do Atlântico, do Pacífico ou do Mediterrâneo, ligação até uma ilha...

  • Cabo terrestre: 10.000 GC + 12 GC por km × multiplicador da capacidade + 3.500 GC por amplificador óptico (um a cada 80 km) + o equipamento da capacidade.
  • Cabo submarino: 50.000 GC + 35 GC por km × multiplicador da capacidade + 15.000 GC por repetidor (um a cada 60 km) + o equipamento.

O multiplicador vale 1 em 10 Gbps, 1,8 em 100 Gbps (12.000 GC de equipamento) e 3,2 em 1 Tbps (90.000 GC); as capacidades sobem até 1.000.000 Tbps. Exemplo: Paris–Lille em 10 Gbps custa 19.448 GC sem impostos. A manutenção vale depois 0,35% do preço por hora (no mínimo 5 GC). Um cabo submarino também passa por duas estações de aterrissagem costeiras, entre 61 no mundo, a um custo de 15 a 22 GC por hora cada uma.

Latência, RTT e escolha da rota

O RTT (round-trip time, tempo de ida e volta de um pacote) segue uma regra única: 0,010 ms por quilômetro, mais 0,35 ms de travessia de equipamento por trecho. Paris–Lille, cerca de 204 km, mostra 2,39 ms; um cabo de 6.000 km, 60,35 ms. O RTT de uma rota é a soma de seus trechos; um cabo submarino ou avariado não acrescenta nada.

A rota é o caminho mais curto em quilômetros, sejam quais forem os donos dos cabos. Um cabo congestionado (85% de carga) ou saturado (95%) é fortemente penalizado, para que a rota passe por outro lugar se possível. Latência e rota são informativas: não alteram nem as receitas nem os assinantes.

Saturação dos cabos e cidades congeladas

Cada assinante de ISP gera 0,25 Mbps no horário de pico, ou seja, 4.000 assinantes por Gbps de cabo. O tráfego de uma cidade se distribui por todos os cabos que chegam a ela, seja qual for o dono, na proporção de sua capacidade. Durante uma avaria (tempestade solar, rompimento), um cabo mantém 25% de sua capacidade.

Um cabo fica saturado a 95% de carga. Se todos os cabos de uma cidade estiverem saturados, a cidade fica congelada: nenhum PoP ganha assinantes ali, e nem os serviços nem as redes de publicidade contam mais seus habitantes. Uma cidade sem cabo nunca fica congelada. Para descongelá-la, aumente a capacidade de um de seus cabos ou instale mais um.

Redes, trânsito e BGP

Cidades ligadas por cabos formam uma rede, sejam quais forem os donos. Um serviço alcança os habitantes de todas as cidades de sua rede: hospedado em Singapura, nunca chegará a Paris se nenhum cabo ligar as duas.

Não existe pedágio sobre o tráfego: o dono de um cabo não recebe nada pelo que passa por ele. Em compensação, cada datacenter paga um trânsito por hora ao seu ISP parceiro, de 2,00 GC por Gbps nos Tiers 1 e 2 até 0,30 GC no Tier 20, e os serviços pagam um trânsito de rede de 0,15 GC por Gbps consumido por seus assinantes.

Na janela BGP, cada empresa recebe um número de sistema autônomo (AS), as empresas presentes em uma mesma cidade aparecem como pares (peering eBGP), e a tabela de prefixos lista um /16 por PoP e um /24 por datacenter. Seu Looking Glass traça o caminho entre duas cidades, com o AS-path dos donos dos cabos e o RTT. Essa janela é informativa: não tem nenhum efeito sobre o jogo.

Para começar

  1. Escolha um mundo na página inicial: você começa com 20.000 GC.
  2. Crie seu ISP em uma cidade populosa: o primeiro PoP está incluído.
  3. Acrescente um datacenter e um serviço na sua rede: sem serviço hospedado, os habitantes não pagam o plano.
  4. Instale um segundo PoP e depois um cabo para ligar as duas cidades e aumentar sua cobertura. Alguma dúvida? Passe no Discord.

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